Na sequência do que já escrevi decidi avançar um pouco mais. Não há dúvidas, pelo menos eu não as tenho, de que existem certos estereótipos que influenciam todo o sistema.
Remontando às divergências que levaram à divisão da Europa entre um Sul Católico e um Norte Protestante pode-se concluir que a imagem criada no Norte sobre o Sul ainda se mantém.
A divisão ocorrida no século XVI coincidiu com a expansão do poder dos países do Norte (Inglaterra e Holanda) e a perda de influência dos países do Sul (Espanha e Portugal). Desde esse período que o Sul da Europa tende a ser encarada pelos anglo-saxónicos como atrasado. De igual modo, considera-se que os anglo-saxónicos são melhores a gerirem os seus assuntos do que os mediterrâneos.
Esta visão antiquada da Europa é a responsável pela falta de solidariedade entre os europeus. A Grécia há muito que precisava que os demais ‘europeus’ lhe concedessem um pacote de ajuda financeira, mas estes hesitaram e a situação piorou. O cliché que referi no título tem de ser ultrapassado. Numa Europa unida não pode existir a divisão ‘nós e eles’ ou ‘eu e vós’. Numa Europa unida só pode existir o ‘nós’, porque estamos todos no mesmo barco e não é atirando com os mais frágeis borda fora que se resolvem os problemas comuns.
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