quarta-feira, 31 de março de 2010

Escândalo em Espanha

Jaume Matas ex-ministro do Ambiente do governo de Aznar é acusado de má utilização de recursos públicos, fraude fiscal e eleitoral, suborno e falsificação de documentos.

Aquando da presidência do governo regional das Ilhas Baleares, Jaume Matas terá falsificado as actas da decisão da construção do velódromo. Depois celebrou contratos sem concurso, pagou estudos que não chegaram a realizar-se e arranjou facturas 400 por cento superiores ao custo real.

Mas autarca corrupto que se preze adquire bens próprios à custa do erário público, por isso comprou para ele um palacete renascentista em Palma de Maiorca. Para compor o ramalhete, a empresa de publicidade do projecto do velódromo, financiou a campanha da sua recandidatura ao governo das Ilhas Baleares de forma ilegal.

Este senhor era considerado pelo líder do seu partido (PP) como um exemplo a seguir. Isto alerta-me para aqueles que são considerados como cidadãos exemplares, modelos e afins. Quando estes senhores caem do pedestal ao qual são elevados temos a prova de que até quem é menos suspeito pode aproveitar as falhas dos sistemas democráticos para abusar do poder que temporariamente lhe é concedido.

O problema de Matas e dos demais é que se esquecem de que o poder que lhes é concedido democraticamente pode ser-lhes retirado democraticamente.

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