quarta-feira, 31 de março de 2010

Porquê tanto trabalho?

Hoje passei o dia a andar de um lado para o outro. Não é que tratar da minha vida não me interesse, mas gostaria que me facilitassem as coisas um pouco mais.

Tive de ir à Segurança Social pedir um documento para entregar na Universidade para que o meu processo da bolsa seja analisado. Isto é grave porque efectuei a minha candidatura a 15 de Maio do ano transacto. E só no dia 11 do corrente mês tive uma entrevista com a assistente social responsável pelo processo, e não pude deixar de constatar que a senhora escrevia à mão no processo tudo o que considerava relevante. Ora, a minha situação não mudou radicalmente nos últimos anos, por isso se o meu processo estivesse informatizado se calhar ela não teria de ter todo aquele trabalho inútil. E se todos os demais processos também estivessem informatizados, se calhar ela não teria de trabalhar tanto mas trabalharia melhor.

Depois disto dirigi-me à biblioteca da Faculdade de Direito para requisitar um livro. Parei no bar para ligar o computador e ver no sistema se o livro estava disponível. Estava disponível, por isso dirigi-me à biblioteca. Na biblioteca solicitei o livro com base na informação que estava na Net. Disseram-me que necessitavam que eu fosse ver num dos computadores da sala deles o número de registo. Assim fiz, uma vez que o número de registo não está acessível através de um acesso externo, vá-se lá saber porquê. Depois disto solicitei o livro e foi-me dito que o mesmo estava disponível para requisição, algo que eu já sabia porque quando estava no bar verifiquei isso. Lá escrevi uma requisição em papel. No entanto teria de lá passar uma hora depois porque precisavam de o procurar.

Aproveitei essa hora para ir aos serviços médicos da Universidade, marcar uma consulta de oftalmologia. Chegado a esses serviços exigiram-me o cartão de estudante deste ano lectivo. Ora, eu não tenho o cartão de estudante deste ano lectivo porque ainda não me foi enviado. Após ter explicado a situação lá me fizeram a marcação. Porém, no dia da consulta tenho de levar um comprovativo para eles confirmarem se sou mesmo estudante da Universidade.

Após isto tudo, lá fui à biblioteca buscar o livro. Já lá estava o livro e foi-me entregue, tendo eu de o devolver na próxima quarta-feira. Mas o giro deste processo na biblioteca é que nunca me pediram identificação nenhuma, nem me deram nenhum documento. Será que verificaram no sistema as informações que me solicitaram na requisição em papel? Se sim, em qual sistema?

Por tudo isto, considero que o mínimo que se pode exigir de uma Instituição e do Estado é que informatize as coisas para facilitar a vida às pessoas. Se toda a informação necessária estiver informatizada num dado sistema a nossa vida torna-se muito mais fácil. Desse modo torna o trabalho mais produtivo e mais rápido. Isso evitará que os funcionários tenham de fazer certas tarefas desnecessárias e prejudiciais para o bom funcionamento dos serviços administrativas da Instituição. E os clientes irão agradecer a eficiência do processo. Pensem nisso.

Sem comentários:

Enviar um comentário