quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

A revolta do Ensino Privado financiado pelo Estado

Eu tenho acompanhado as manifestações através da televisão e dos jornais do Movimento SOS que reúne os 93 colégios abrangidos pelos cortes no financiamento. Devido à presente crise, o governo decidiu cortar no financiamento público ao Ensino Privado e Cooperativo. O Ministério da Educação vai reduzir, já este ano lectivo, os apoios de 114 mil euros por ano por turma para 90 mil, e no próximo ano vai baixar para 80 mil, o que significa que as escolas privadas irão receber menos 10 mil euros do que as escolas públicas. Rui Leite da Associação Portuguesa de Escolas Privadas com Contrato de Associação afirmou que «Não vai haver dinheiro para pagar a todos os professores e funcionários.»

Pessoalmente fiquei revoltado ao saber que o Estado anda a financiar escolas privadas. Não percebo a lógica do privado receber dinheiro público, em especial para fazer o que o Estado devia fazer. Além disso, se as escolas privadas cobram prestações aos encarregados de educação para os miúdos lá estudarem para que precisam de dinheiro público? Talvez seja para terem melhores condições de ensino para os seus alunos. Só que isso levanta-me a questão de que será que essas escolas são melhores do que as públicas? Provavelmente sim. E são pagas pelo Estado? Parece que é verdade. Faz sentido, o Estado pagar a privados para fazer aquilo que ele devia fazer? Não.

Assim, concordo com a diminuição no financiamento e espero que no futuro não exista qualquer financiamento público às escolas privadas. As escolas públicas devem ter capacidade para absorverem os alunos vindos das privadas. O argumento de que determinadas escolas públicas não são boas ou problemáticas não me convence. Se têm problemas significa que é preciso investir mais nelas em vez de dar dinheiro às privadas.

Uma nota final, muito pessoal. Uma senhora indignada afirmou perante a câmara da SIC que não há alternativa ao colégio porque a escola pública mais próxima fica a 10Km. Entre os 10 anos e os 18 anos tive de me levantar às 6h30 da manhã para apanhar o autocarro das 7h para ter aulas às 8h20 numa escola pública que fica a mais de 10km!

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

A grande vitória nas Presidenciais


Estou muito feliz com o resultado das eleições presidenciais. Depois de uma campanha muito hostil, a abstenção conseguiu superar a votação de todos os candidatos juntos. Todos os candidatos e demais dirigentes políticos apelaram ao voto contra a abstenção, mas de nada adiantou, a abstenção conseguiu superar o resultado obtido em 2001. Mais de metade dos eleitores aproveitaram o domingo passado para ficarem em casa ou para não se aproximarem das urnas, excepção feita àqueles que queriam votar, mas por terem o cartão do cidadão foram para casa.

Eu que fiz uma viagem de quase 150km não podia estar mais radiante, pois cada abstenção torna o meu voto mais importante. Se não vejamos, imaginemos um grupo de 10 pessoas onde cada uma delas tem direito a um voto. Se eu fizer parte desse grupo, e tendo direito a votar, o meu voto vale apenas 10%. Mas se sete preguiçosos não estiverem com vontade de se chatear, o meu voto passa logo a valer 1/3. É uma subida considerável. Aliás, devo dizer que a manter-se este ritmo, mais vontade tenho de votar, já mal posso esperar pelas próximas eleições.

Resumindo e concluindo: Obrigado Abstencionistas.

domingo, 2 de janeiro de 2011

O Ano Novo


E eis que 2011 já chegou. Mudou o ano, mas não muda o resto. Isto é, muda o que muda sempre.

O dia de Ano Novo é feriado, mas não é por isso, se a passagem de ano fosse feita de Fevereiro para Março, o dia 1 não seria feriado. A 1 de Janeiro celebra-se o dia da Solenidade de Santa Maria (a mãe de Jesus). Se não sabia isso, não se preocupe porque é normal.

Mas como estava a explicar, no dia 1 de Janeiro muda muito coisa e fica tudo na mesma. Todos os anos ficamos a conhecer os primeiros bebés do ano em quase cada localidade do país. Somos informados das subidas de preços da luz, dos combustíveis, da água, dos transportes e de tudo o que é possível aumentar. Mostram-nos a passagem de ano em Copacabana, em Times Square, e em várias terrinhas deste nosso mundo dando especial atenção àquelas em que as pessoas vão tomar banho em água fria.

Por causa disso, sinto que ler e ver notícias é uma coisa chata. Porém se quiser ver outra televisão sei que vou sofrer. A nossa programação televisiva é horrível. Os filmes são sempre os mesmos com maus argumentos e maus actores, e depois temos os reality shows que desprezo.

Assim, resta-me ler coisas e navegar na internet. Como não tenho de curar a ressaca e dado que acordo mais cedo do que a maioria das pessoas no dia 1 de Janeiro, não me restam muitas alternativas.

Para finalizar devia contar quais os meus desejos para 2011 e também quais as minhas resoluções de Ano Novo. Mas não o vou fazer porque não me dou ao trabalho de fazer isso.