sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Sou republicano...

Sou republicano por princípio, mas reconheço que em alguns países a monarquia é o melhor sistema. Em Espanha, na Bélgica e no Reino Unido a monarquia serve para manter a unidade e a estabilidade do Estado como um todo. Porém, estes países são Estados compostos por duas ou mais nações. Neste tipo de Estados um sistema republicano pode não garantir tão facilmente a unidade nacional como a monarquia.

Em Portugal, a República comemora 100 anos. Se foi ou não implantada contra a vontade popular, julgo que já não é uma questão fundamental. Os monárquicos estão sempre a reclamar um referendo à República, dizem eles que é para que esta se legitime. Não vejo porque não acabamos com as suas ilusões num referendo. Se há algo que não falta à República é legitimidade. A II República foi implantada a 25 de Abril de 1974, e a legitimidade dela vem da vontade popular em enterrar a ditadura do Estado Novo. Aliás, em cada acto eleitoral realizado essa legitimidade é renovada.

O único argumento monárquico para a existência de um rei é que ele seria preparado para executar as funções, pelo que estaria melhor preparado do que um Presidente. Este argumento é pura demagogia. E se a pessoa em questão não tiver capacidade para executar as funções de Chefe de Estado? Pode renunciar. E se não quiser renunciar? O Parlamento substitui o rei. Então para quê ter estas dúvidas e não dar liberdade aos cidadãos de escolherem a pessoa que eles acham que está melhor capacitada para executar as funções de Chefe de Estado?

A República é inequivocamente o melhor regime desde que o povo possa escolher através de voto livre e secreto o Presidente da República.

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