Esta pergunta apenas pode ter duas respostas. Analisemos os cenários que se desenvolvem a partir das diferentes respostas.
Sim. Neste caso, como o Estado funciona deve-se continuar as políticas e os projectos desenvolvidos. Se o Estado funciona não há motivo algum para alterar de forma arrojada a sua maneira de trabalhar. No entanto, isso não impede que sejam adoptadas certas medidas que visem tornar mais eficiente o funcionamento do Estado.
Não. Neste caso, estamos perante um cenário que exige medidas mais drásticas. Se o Estado não funciona é preciso mudar a sua forma de actuar e os seus agentes, para que este funcione. Os responsáveis pela má gestão e inoperância do Estado têm de ser substituídos por pessoas competentes que eliminem os maus hábitos anteriores. É preciso que os meios do Estado sejam aplicados de forma eficiente, e transparente, independentemente das funções.
Perante isto, posso concluir que Portugal não funciona, pelo menos enquanto Estado. Este país tem um problema de consolidação orçamental e sustentabilidade das finanças públicas crónico. A nossa dívida pública é 76,6% do PIB e o défice orçamental de 9,3% (dados do Orçamento de Estado).
Portugal gasta mais do que produz. Vamos supor que uma pessoa recebe por mês 500€ e gasta 700€ por mês de forma incessante. Obviamente, que vai chegar um momento em que não terá dinheiro suficiente para manter o nível de vida. Neste cenário vai pedir dinheiro emprestado, com juros, para manter o nível de vida. Como é óbvio vai chegar a uma altura em que não terá mais margem para pedir dinheiro emprestado e terá de se ver livre dos bens que adquiriu, mas agora por muito menos dinheiro, para manter esse nível de vida. Logicamente haverá um momento em que nada mais terá para vender e em que terá dívidas para pagar.
A melhor forma de evitar este cenário é cortar na despesa, uma vez que aumentar a receita é deveras mais complicado. Portanto, gastar mais do que se ganha é um erro, se isso for a prática corrente.
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