A 30 de Janeiro de 1972, em Derry na Irlanda do Norte, aproximadamente dez mil pessoas apareceram para marchar contra a prisão, sem julgamento, de activistas republicanos. A marcha foi convocada pela Associação de Direitos Cívicos da Irlanda do Norte.
No entanto, a marcha não foi autorizada e o Exército britânico foi mobilizado para lhe cortar o caminho. Assim, quando os manifestantes foram impedidos de avançar para o centro de Derry por uma barricada do exército, a marcha desviou-se para uma rua paralela.
Todavia, alguns jovens manifestantes, começaram a atirar pedras aos soldados. Os soldados responderam com balas de borracha e gás lacrimogéneo. De seguida, o 1.º Batalhão de pára-quedistas avançou sobre a multidão. No final da tarde 13 tinham sido mortas e outras 14 estavam feridas, uma das quais acabaria por falecer.
Como consequência, centenas de jovens republicanos juntaram-se às fileiras do IRA, o que acabaria por intensificar o conflito. O ano de 1972 viria a ser o ano mais violento dos troubles.
Agora a 15 de Junho de 2010, 38 anos depois, o mais longo e oneroso inquérito judicial da história britânica concluiu que as 14 mortes do Domingo Sangrento foram "erradas" e "injustificadas".
O primeiro-ministro britânico declarou que o que aconteceu não deveria ter acontecido. O inquérito foi aberto em 1998 por ordem de Tony Blair, antes do Acordo de Belfast desse mesmo ano. O relatório – cerca cinco mil páginas – custou perto de 200 mil libras. Porém, a paz e a justiça valem o preço deste inquérito.
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