
A indignação é uma coisa que a mim não me assiste. É assim que posso resumir o meu pensamento e os meus actos relativamente ao movimento dos indignados.
Partilho com muitos jovens, e outros não tão jovens, a vontade de querer construir uma sociedade mais justa e fraterna, mas a ideia de que vivemos numa falsa democracia é tão irreal que nem sequer a consigo contemplar. Para mim o termo democracia verdadeira é uma mão cheia de nada. A democracia é uma construção constante, é um organismo vivo que necessita de participação activa dos cidadãos que compõem a sociedade. Não precisamos de indignação, precisamos de agir.
De igual forma, rejeito as comparações com o que se passa do outro lado do Mediterrâneo. Não escondo a satisfação com a queda de regimes autoritários e os passos rumo à democracia no Norte de África e no Médio Oriente. Após a Primavera árabe nada será como dantes, e quero referir que é de soberba importância que a Europa saiba apoiar as sociedades destas novas democracias que estão a nascer à nossa porta.
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