
A situação financeira, económica e social do país e da Europa deteriora-se de dia para dia, resultante da passividade e da austeridade. A sociedade civil precisa de se mobilizar, pois a complexidade dos problemas exigem respostas às quais as instituições estatais não conseguem dar resposta. O sucesso ou o fracasso de Portugal dependerá em larga medida da nossa capacidade em reinventar um modelo de construção de uma sociedade livre, justa e solidária.
O nosso modelo deve ser readaptado às novas exigências mundiais com total respeito pelas instituições democráticas. A transparência deve ser a regra e não a excepção do funcionamento do Estado. O rigor nas contas do SNS é importante, mas o princípio é que saúde não é um privilégio mas um direito. E o mesmo princípio deve ser aplicado à educação, à justiça e à segurança.
A crise precisa de uma resposta política e social. A nossa troika deve ser a seguinte: Estado, Empresas e Educação. O Estado precisa de uma reforma administrativa e de simplificar os seus processos de funcionamento. As Empresas têm de ser inovadoras e competitivas, o tempo em que Portugal competia com as produções dos países em desenvolvimento acabou. A Educação tem de ser de qualidade e criar conhecimento em vez de se limitar a transmiti-lo.
O reforço das condições de trabalho e o aumento da qualidade de vida têm de ser os objectivos fundamentais da sociedade. A promoção do emprego, a protecção social e a formação cívica são requisitos fundamentais para o crescimento e desenvolvimento da economia. Para tal um triângulo deve ser estabelecido: um mercado laboral maleável; uma segurança social competente; e políticas activas de empregabilidade.
A crise tem várias ramificações, mas como Bill Clinton destacou na campanha presidencial de 1992, tudo se resume a apenas uma coisa: It's the economy, stupid!
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